Eu conheci um menino que gosta de criar. Ele gosta de saber a opinião das pessoas e gosta de saber que as pessoas gostam do que ele faz. Ele gosta de ajudar as pessoas para poder receber um sorriso de volta. Ele gosta de retorno.
Eu conheci um menino que não sabe falar. Ele tenta de diversas formas se pronunciar e dizer o que pensa mas é vedado de diversas maneiras. Sua cabeça as vezes o limita e ele não se expressa da maneira que gostaria.
Eu conheci um menino que ficou olhando para o céu enquanto estava de baixo da chuva. Seus olhos não conseguiam enxergar nada e ele sentiu como se o alcance dele fosse nulo.
Eu conheci um menino que acha que tudo o que uma pessoa é capaz de escrever, é pra si. Ele explicou que não importa a sua inspiração ou a sua motivação Se você escreve algo, não é para ninguém além de você mesmo. Você pode buscar suas inspirações em pessoas, mas continua sendo algo feito para se aliviar. Você pode até mesmo escrever uma carta, mas isso nada mais é que a sua vontade de falar com alguém. Sua.
Eu conheci um menino que gostava de saber como o mundo funcionava. Ele achou que tinha encontrado sua vocação numa matéria de escola. Ele começou a ajudar os outros e viu que as pessoas saíam satisfeitas. Ele achou que isso seria o seu fruto de viver. Esse mesmo menino depois de uns anos percebeu que, o que ele gostava, era de ver as pessoas que ele ajudou se dando bem e agradecendo à ele. Ele adorava o reconhecimento.
Eu conheci um menino que era capaz de mudar o mundo. Que era capaz de fazer mil e uma coisas diferentes. Mas ele não lutava. Não que ele não fizesse nada, mas ele simplesmente não fazia. Um dia ele acordou pra vida, mas acordou tomando o maior tombo.
Eu conheci vários meninos. Cada um com uma história diferente. Cada um com um sorriso e um olhar diferente.
Todos dentro de um.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Uma casa rosa na beira da rua.
É tão frágil.
Tudo é muito frágil.
Nós vivemos de maneira que nos provoca a melhor sensação possível. Nós fazemos as coisas que queremos. Nós sempre pensamos no que pode ser o melhor para nós e pensamos no que pode ser o melhor para as pessoas ao nosso redor. Vivemos em função das funções que escolhemos.
Fazemos planos, fazemos escolhas, fazemos tudo o que nos dá vontade (e também o que não dá, e essa a gente faz mais). Vivemos como se os dias não acabassem nunca e nós teremos tempo pra tudo.
Acontece que talvez nosso tempo seja limitado. Nós nunca sabemos o dia de amanhã. O amanhã pode ser claro como um raio de sol ou pode ser escuro como o breu da noite. O tempo não pode ser parado e a vida não para. As pessoas não param de pensar em seus planos e não param de investir e criar e criar mil ideias pra daqui a dez, vinte, trinta anos.
E aí você está indo dar seu primeiro passo na vida e a vida resolve sair de você.
O nome da vida é vida porque ela um dia se vai.
E quando ela chega, o que você vai fazer? Você não escolhe, você não decide o momento.
De que serviram os planos? De que serviu o investimento?
Não digo que não é para ser feito, não digo que a vida é feita de Carpe Diem. Mas as vezes abrir mão de alguns planos e aproveitar a vida lá fora não é de tão ruim. A vida é frágil, mas o que não é? Um dia você pode estar nadando num mar de rosas olhando para um rosto e sorrindo. Depois o mar de rosas pode criar espinhos e o rosto que antes sorria não está mais ali.
Há quem diga que as coisas acontecem por um motivo. Eu digo que nós fazemos o motivo pras coisas acontecerem.
Não falava com ela há muito tempo, mas eu lembro de seu sorriso. Eu era chamado de "cu" durante todo o tempo que eu passei naquela casa durante os poucos meses que frequentei.
Ainda bem que as lembranças ficam. Até porque, nós somos feitos de que, senão lembranças?
sábado, 21 de julho de 2012
Eu conheço a música.
Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou... Não tenho nem mais tempo. Perdi todo o tempo do mundo. Todos os dias, antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia. Sempre em frente? Não temos tempo a perder. Nosso suor sagrado é bem mais belo que esse forte amargo (e tão sério).
Cadê o sol nessa manhã tão cinza. A tempestade que chega é da cor dos seus olhos castanhos.
Então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo.
Temos nosso próprio tempo?
Não tenho medo do escuro mais deixo as luzes acessas agora.
O que foi escondido é o que se perdeu.
O que foi prometido, alguém prometeu.
Não foi tempo perdido.
Cadê o sol nessa manhã tão cinza. A tempestade que chega é da cor dos seus olhos castanhos.
Então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo.
Temos nosso próprio tempo?
Não tenho medo do escuro mais deixo as luzes acessas agora.
O que foi escondido é o que se perdeu.
O que foi prometido, alguém prometeu.
Não foi tempo perdido.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Enginossaur grawrawrawr
Parei de escrever aqui no blog por motivos de trabalho. Agora sou diretor da divisão do editorial de um site chamado Enginossauro. Eu tenho que ficar corrigindo todas as anomalias imbecis que aqueles analfabetos escrevem. É foda e desencorajador... Mas nada posso fazer já que eu me coloquei responsável por isso. Gostaria que pelo menos as pessoas lá não fossem tão cabeça-dura em uns aspectos ou outros, mas trabalhar num site que você não coordena, e sim coordena junto de outros é assim. Aprender a conviver com o diferente é um porre e te irrita, mas é preciso ter paciência e mente aberta.
Bom, meus posts aqui serão muito escassos, motivo dito acima. Porém eu estou começando um projeto no site para postar todo domingo. Serão posts no estilo que posto aqui no blog. Por isso peço pra que, se ainda existe alguém que veja isso aqui, dê uma passada todo domingo à noite no site para ler, ou se preferir na segunda feira, já que não tenho um horário fixo para postar.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O nome dela era Clara.
Um homem cansado estava chegando no ponto de ônibus. O dia estava com neblinas densas e pouco úmido, garoando de leve. O homem se sentou no ponto e começou a relaxar: esticou as pernas, apoiou sua no banco e tirou totalmente sua postura. Parecia uma criança que não tem paciência de assistir a missa durante a homilia. Sua cara não demonstrava tristeza, apenas cansaço. Um cansaço pesado, que se colocado em termos físicos poderiam ruir a mais poderosa ponte criada pelo ser humano.
Ao ouvir passos de salto-alto aumentando de volume, o homem se endireitou e sentou, de novo, feito um adulto no ponto. Uma imagem começou a se formar na neblina e uma figura feminina chegou ao ponto de ônibus. A mulher também parecia ter uma aparência cansada, apesar de não estar com um rosto de arrependida. Simplesmente não estava com forças nem para se sentar no ponto. Chegou e permaneceu em pé. Não houve trocas de olhares nem interesse algum de um prestar atenção na presença do outro. Ambos estavam cansados e apenas esperando o ônibus chegar para levá-los ao destino deles.
Se ouve dessa vez passos de um homem como se estivesse marchando, amassando o chão. Parecia que queria quebrar o solo com suas fortes pisadas. O homem chega no ponto, possuindo também um rosto cansado, porém com uma certa impaciência, que o difere dos dois recém chegados lá. O homem estava com uma cara péssima, somando o seu cansaço com raiva e dúvida. Queria que o ônibus chegasse logo, queria saber o que esperava depois que chegasse na descida escolhida por ele do ônibus que pegaria.
A medida que o tempo passa cada vez mais vão chegando pessoas cansadas. Umas tristes, outras arrependidas. Umas com certa aceitação e outras com vontade de não estar ali. Ouve-se um barulho. É o ônibus chegando.
Todos olham a luz do farol aumentando e todos já se preparam para fazer fila. À medida que o ônibus chega, as pessoas ficam mais e mais apreensivas. O ônibus para, mas não abre a porta. As pessoas inquietas ficam se entreolhando pela primeira vez neste encontro.
Mas um barulho gera silêncio.
Eles ouvem um passo gentil se aproximando. Não é algo forte ou algo lento, é um passado duvidoso, como se a dona do andar estivesse perdida. A pequena imagem se forma na neblina e se revela uma menina, uma criança.
A porta do ônibus se abre e, como se fosse combinado, todos deixam a menina entrar primeiro. Quando esta entra no ônibus, todos começam a chorar. Os que estavam irritados, desirritaram-se. Os que estavam arrependidos, desarrependeram-se. Os que estavam inquietos, aquietaram-se. Um coro de choro se rompeu. Um choro penoso, um choro pra dentro. E as pessoas finalmente perceberam que a única coisa que não deveria estar ali já passou por eles, e por não possuir ainda a cabeça suficiente pra saber de nada, conseguiu superar tudo o que eles não conseguiram. E com se todos retornando a si, cada um foi entrando no ônibus e se acomodando nos lugares, sem sentimento algum além do cansaço.
Ao ouvir passos de salto-alto aumentando de volume, o homem se endireitou e sentou, de novo, feito um adulto no ponto. Uma imagem começou a se formar na neblina e uma figura feminina chegou ao ponto de ônibus. A mulher também parecia ter uma aparência cansada, apesar de não estar com um rosto de arrependida. Simplesmente não estava com forças nem para se sentar no ponto. Chegou e permaneceu em pé. Não houve trocas de olhares nem interesse algum de um prestar atenção na presença do outro. Ambos estavam cansados e apenas esperando o ônibus chegar para levá-los ao destino deles.
Se ouve dessa vez passos de um homem como se estivesse marchando, amassando o chão. Parecia que queria quebrar o solo com suas fortes pisadas. O homem chega no ponto, possuindo também um rosto cansado, porém com uma certa impaciência, que o difere dos dois recém chegados lá. O homem estava com uma cara péssima, somando o seu cansaço com raiva e dúvida. Queria que o ônibus chegasse logo, queria saber o que esperava depois que chegasse na descida escolhida por ele do ônibus que pegaria.
A medida que o tempo passa cada vez mais vão chegando pessoas cansadas. Umas tristes, outras arrependidas. Umas com certa aceitação e outras com vontade de não estar ali. Ouve-se um barulho. É o ônibus chegando.
Todos olham a luz do farol aumentando e todos já se preparam para fazer fila. À medida que o ônibus chega, as pessoas ficam mais e mais apreensivas. O ônibus para, mas não abre a porta. As pessoas inquietas ficam se entreolhando pela primeira vez neste encontro.
Mas um barulho gera silêncio.
Eles ouvem um passo gentil se aproximando. Não é algo forte ou algo lento, é um passado duvidoso, como se a dona do andar estivesse perdida. A pequena imagem se forma na neblina e se revela uma menina, uma criança.
A porta do ônibus se abre e, como se fosse combinado, todos deixam a menina entrar primeiro. Quando esta entra no ônibus, todos começam a chorar. Os que estavam irritados, desirritaram-se. Os que estavam arrependidos, desarrependeram-se. Os que estavam inquietos, aquietaram-se. Um coro de choro se rompeu. Um choro penoso, um choro pra dentro. E as pessoas finalmente perceberam que a única coisa que não deveria estar ali já passou por eles, e por não possuir ainda a cabeça suficiente pra saber de nada, conseguiu superar tudo o que eles não conseguiram. E com se todos retornando a si, cada um foi entrando no ônibus e se acomodando nos lugares, sem sentimento algum além do cansaço.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Forte Menor.
Alguém aqui já seguiu um sonho? Tipo, tentar arrombar seu tempo o máximo possível, abandonar coisas que seriam realmente importantes pra tentar alcançar o seu biggest dream?
Eu nunca estive tão perto de alcançar o meu. Nunca abri mão de tanta coisa pra alcançá-lo.
Está tão perto que eu mal consigo me conter... Mas tenho medo de perder essa proximidade de novo.
Já estive mais perto do que estive agora, mas acabei perdendo-o...
Tenho que aprender com mestre Angeal: "Embrace your dreams".
Histórias podem ser escritas de muitas maneiras, em muitos lugares, usando os mais diversos materiais.
Histórias podem crescer de diversas formas: Seja por esforço de uma pessoa para fazê-la crescer usando sua imaginação de forma pesada, seja acrescentando um ponto e outra pessoa vem e adiciona a vírgula e assim continua.
Pode ser escrita, pode ser falada, pode ser gesticulada, pode ser desenhada e pode até ser implícita de alguma forma em algo, seja abstrato ou não.
Histórias podem existir ou não. Logo elas existem.
Se uma história é julgada como "não existe", é mentira. Histórias começam a existir no momento que elas são criadas.
Como algo criado não existe?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
From: Me/ To: You/ CC: Anyone
O que é importante sempre fica, o que é distante fica na distância.
Se você quiser se aproximar de algo ou alguém, você o faz. Depende da sua vontade e do seu jeito. Quando aquele problema não tem saída ou solução e nos perdemos perante tamanha confusão em nossa cabeça devemos dar aquela respirada, olhar pra frente e seguir. O problema pode ter a pior solução possível, porém ele tem jeito. Ele pode deixar os piores vestígios e cicatrizes, mas tem cura.
E essa cura vem por diversos meios diferentes, deixando a mágoa gigante e a dor tornarem-se apenas uma má lembrança do que aconteceu em sua vida, que dói de lembrar mas que você sabe que passou.
Passa-se tudo, tudo é passageiro. Amizades fortes, amizades fracas, amizades rivais, amores, paixões, família, amigos não humanos, etc. O que realmente fica é aquilo que nós queremos deixar pra trás, aquilo que nos faz querer ser alguém, alguém que marcou algo ou alguém. A nossa marca. A sua marca.
Viver sem ter deixado algum tipo de rastro é viver sem sentido. Você não vive duas vezes, você não faz nada depois que morre. Quando seu tempo chegar, você vai encarar sua linha do tempo e irá refletir: O que eu fiz? Então me diga agora: O que você fez? O que você quer fazer? O que você tem em mente pra deixar sua vida digna de ser chamada de vida?
Minha vida se separa, minha vida é feita de mil opções erradas e duas certas. Minha vida é feita de amigos temporários e amigos de coração. De amigos falsos e amigos traídos. Amigos sinceros e amigos sinceros ao extremo. Não esqueço o nome de nenhuma pessoa que já cruzou pela minha vida e sei que em cada uma delas eu deixei um pedaço de mim. Posso não ser uma pessoa fácil de lembrar ou uma pessoa com características únicas no mundo, mas memorável espero ser. Quando eu não for mais nada, serei eterno nas mentes e nos corações das pessoas que zelam por mim. A única coisa capaz de acabar com a vida é a morte, pode até ferir nossos corações mas nunca destruir o amor. O amor pode mudar, mas não pode sumir.
O amor é migratório, não é opcional, é lindo e poderoso. A morte pode separar, mas não pode fazer com que as pessoas percam o sentimento. Morte nos trás a saudade, que é a prova de que a morte não destrói o amor, apenas faz com que ele torne-se sofrível. Mas amar faz parte, sofrer faz parte, morrer faz parte.
Vamos amar e receber de volta. Vamos viver e viver também pelas pessoas a nossa volta. A vida não foi feita para não arriscarmos, ela foi feita para nos mostrar que todos tem o direito de ser feliz.
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